Edward Bach:
Um médico a frente de seu tempo
Por Telma Kosa Duarte
Terapeuta Floral
Atualmente, não há como negar,
o alto grau de desenvolvimento científico e tecnológico
que a humanidade vem alcançando dia após dia.
A área médica, por exemplo, vem vencendo grandes
desafios e aumentando sua eficiência na medida em que
se utiliza da tecnologia moderna para diagnosticar e tratar
enfermidades que, até décadas atrás,
eram consideradas incuráveis. As estatísticas
mostram que as pessoas estão vivendo mais, não
só devido a facilidade de acesso a centros médicos
especializados, como também ao surgimento de novas
drogas e de recursos terapêuticos modernos como o raios-X,
o ultra-som, o raio laser... sem falar nas recentes pesquisas
com células-tronco.
Em contrapartida, apesar de estarmos na era da informática,
dos Iphones e de podermos desfrutar de todo o conforto e comodidade
que ela nos proporciona, nunca o ser humano esteve tão
suscetível a desequilíbrios e descontroles emocionais
tendo tanta dificuldade em administrar seus conflitos internos,
a ponto de apresentar distúrbios de ordem psicológica
como estresse, depressão, fobias e pânico, que
estão cada vez mais freqüentes em nossa sociedade
atingindo as mais variadas faixas etárias e, muitas
vezes, chegando a causar doenças físicas as
chamadas somatizações.
O ritmo alucinado das cidades grandes, a competitividade no
mercado de trabalho, a obrigatoriedade do sucesso em todas
as áreas da vida e a imposição do consumo
desenfreado e da aquisição de bens como forma
de alcançar o status desejado, cultivaram na humanidade
a frustração, a insatisfação e
a infelicidade. Ou seja, apesar de todas as conquistas e triunfos
da Medicina ela não conseguiu diminuir o sofrimento
humano e nem suprimir as doenças.
Dr Edward Bach, médico renomado que nasceu na Inglaterra
em 1886, acreditava que as doenças se desenvolviam
a partir de desequilíbrios emocionais, e que elas nada
mais eram do que produto de conflitos mentais por muito tempo
reprimidos.
Atuando como bacteriologista e imunologista em Londres, começou
a observar que o mesmo tratamento utilizado para pessoas com
a mesma enfermidade não funcionava para todos. Desanimou-se
então com as limitações, os efeitos colaterais
e a agressividade da Medicina que praticava. Amante da natureza,
acreditava que ela poderia fornecer meios mais eficazes e
inofensivos para promover a cura de seus pacientes.
Em 1917, após grave hemorragia, foi operado de um câncer
no estômago e desenganado por seus colegas que lhe deram
apenas três meses de vida, começou a trabalhar
e a dedicar-se incansavelmente a suas pesquisas recuperando-se
completamente. Concluiu então que ter um propósito
definido na vida e dedicar-se apaixonadamente a ele é
um fator decisivo para se atingir a felicidade e, conseqüentemente,
conquistar a cura.
Continuando suas pesquisas, desenvolveu vacinas a partir de
bactérias intestinais para tratar doenças crônicas
tendo excelentes resultados que foram otimizados quando conheceu
a obra de Hahneman. Passou então a produzir essas vacinas
de acordo com as técnicas homeopáticas.
Nesse momento, observou que cada pessoa portadora de um dos
sete tipos de bactérias que faziam parte de seu estudo,
tinha uma personalidade semelhante e um comportamento específico.
Passou então a diagnosticar e a tratar as pessoas através
de suas características comportamentais sem levar em
conta os sintomas físicos.
Convencido de que a enfermidade era uma consolidação
de estados emocionais negativos e conflituosos e que para
saná-la era necessário recuperar e promover
a harmonia da alma através do autoconhecimento, ou
seja, tratar o doente e não a doença,
abandonou seu trabalho e seu consultório mudando-se
para Gales, onde foi viver no campo a fim de estudar as plantas
detalhadamente para identificar o poder de cura das
flores.
Ele acreditava que as flores, assim como os seres humanos,
tinham personalidade, pois observando suas características:
cor, forma, estrutura, local e ambiente onde cresciam, encontrou
semelhanças com os estados emocionais das pessoas e
os temperamentos humanos.
De fato, Dr. Bach tinha uma sensibilidade tão acentuada
que quando caminhava entre as flores e se aproximava de uma
delas, ou a levava aos lábios para sorver o orvalho
que ali se depositara durante a noite, podia sentir as emoções
que ela lhe transmitia e identificar qual desequilíbrio
ela seria capaz de harmonizar.
Foi assim que passou a produzir suas essências florais,
mergulhando as flores em um recipiente com água por
um determinado período de tempo no mesmo local em que
eram colhidas para que, sob a luz do sol, elas pudessem liberar
todo seu potencial curador.
Durante seis anos Dr Bach percorreu os campos e identificou
38 remédios florais que atuam nas desarmonias profundas
da personalidade corrigindo seus desequilíbrios e proporcionando
o bem estar, a paz e a harmonia. Após concluir essa
magnífica obra ele faleceu enquanto dormia dando por
encerrada a sua missão neste mundo.
A obra do Dr Edward Bach rompeu fronteiras e se difundiu pelo
mundo. Desde 1976 a Terapia Floral é reconhecida pela
Organização Mundial de Saúde como uma
das Medicinas Alternativas. Outros estudiosos surgiram e inspirados
no seu trabalho pesquisaram e desenvolveram outros sistemas
florais, que atualmente estão a nossa disposição
para tratar e reverter de forma eficaz todas as emoções
perturbadoras que se manifestam em nós no nosso dia-a-dia,
de maneira mais rápida que uma terapia verbal. A Terapia
Floral é uma ferramenta útil para melhorar nossa
qualidade de vida e, conseqüentemente, nossa saúde.