Radiestesia: Uma poderosa ferramenta para a escolha dos florais
Por Telma Kosa Duarte – Terapeuta Floral

A Terapia Floral , método de cura descoberto pelo médico inglês Edward Bach no inicio do século XX,  que utiliza o potencial energético da planta que está concentrado na flor para restaurar o equilíbrio psico-emocional do indivíduo, vem sendo amplamente utilizada nos dias atuais.
Essas essências vibracionais líquidas preparadas, ainda hoje, da mesma forma artesanal que eram preparadas pelo Dr Bach na década de 30, foram reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde desde 1976 como uma das Medicinas Alternativas e, desde então, vêm cosquistando milhões de adeptos no mundo e, principalmente no Brasil onde é a prática alternativa mais utilizada.
Quem  já fez uso , em alguma época de sua vida , das essências florais, pôde comprovar sua eficácia através das transformações que obtiveram no seu estado emocional que, mais equilibrado e harmonizado , alcançou a calma e o bem-estar, que todos nós desejamos.
Não é à toa que, após as descobertas do Dr Bach inúmeros outros estudiosos de vários lugares do mundo se dedicaram a estudar outras flores, descobrindo seus benefícios e criando vários outros Sistemas Florais com novas essências.
Acredita-se que atualmente existam no mundo mais de 3500 essências distribuídas em cerca de  aproximadamente 80 sistemas, sendo  quase a metade delas  produzidas no Brasil.
Alaska,Bush australiano,Califórnia,Deserto,Holanda,Pacífico,Pegasus, Saint Germain, Filhas de Gaia, Minas, Amazônia, Nona Essência, Agnes, Brasileiros, Golfinhos, D’Água, são alguns do sistemas mais utilizados atualmente no Brasil e que são facilmente encontrados em farmácias de manipulação.
Surge então a pergunta: diante de um número tão grande de essências como proceder a escolha certa? Qual sistema é o mais adequado para tratar os desequilibrios de determinado paciente?
Prescrever uma fórmula floral para um indivíduo com o intuito de que este método terapêutico cumpra o seu objetivo principal que é o de conduzir o paciente a um processo de autoconhecimento e autotransformção, não é tarefa fácil. É muito comum nos depararmos com pessoas que utilizam as essências florais apenas como antídotos para desconfortos que estão apresentando como insônia, cansaço, ansiedade, estresse, entre outros, muitas vezes por estarem sendo orientados por profissionais mal preparados, ou por estarem se auto –medicando, prática muito comum entre pessoas adeptas de “fórmulas naturais”, uma vez que homeopatia, fitoterápicos, chás, essências florais, etc..., são livremente  “indicados” e vendidos em estabelecimentos do ramo.
Um dos ensinamentos mais marcantes que o Dr Edward Bach transmitiu em sua obra foi  : “Trate o paciente e não a doença”. Baseada nesse preceito Patrícia Kaminski da FES (Florais da Califórnia , 1997) observou que o que difere a Terapia Floral dos medicamentos utilizados pela Medicina Tradicional para tratar distúrbios emocionais, é o fato de a primeira , quando feita de forma correta , não utilizar  fórmulas padronizadas  e uniformizadas para tratar igualmente todas as pessoas que apresentam determinado distúrbio. Ou seja, as essências florais tratam cada indivíduo de forma única e singular, e elas devem ser prescritas sempre levando-se em conta todos os aspectos  da vida de cada um, seus objetivos , seus pontos fracos, suas feridas emocionais, seus desafios,seus relacionamentos, seu trabalho, enfim, sua História e seu propósito de vida.
Para atingir esse objetivo um profissional habilitado pode fazer uso de várias técnicas de seleção. Mas basicamente, as mais usadas são o diagnóstico clínico, baseado na observação detalhada do paciente e seu comportamento, e na anamnese propriamente dita; e o diagnóstico vibracional que inclui técnicas como o uso de aparelhos eletrônicos, a sensibilidade manual do terapeuta, que sente com a ponta dos dedos o floral a ser usado e a radiestesia, capacidade de medir campos energéticos através do uso de instrumentos como o pêndulo, por exemplo.
O diagnóstico clínico, apesar de ser o mais utilizado e altamente eficaz, pode, algumas vezes, levar a uma escolha equivocada dos florais pois, nem sempre, é possível, num primeiro contato com o paciente descobrir as causas dos problemas que lhe afligem. Muitas vezes , como bem observou a terapeuta Virginia P. Hollaender (1996), os pacientes tendem a “se esconder” ( do terapeuta e de si próprios); outros não conseguem verbalizar o que estão sentindo, ou levantam problemas que só mascaram a realidade; e há aqueles ainda que não tem consciência do que está acontecendo com eles.
É por essa razão que as técnicas vibracionais são um recurso importantíssimo à disposição do terapeuta. Quando um terapeuta floral faz uso da Radiestesia ele é capaz de,  com o auxílio de um pêndulo, identificar quais essências florais estão em ressonância com o campo energético do paciente, ou seja, quais  florais de quais sistemas entre os inúmeros que existem serão os mais apropriados e eficientes para tratar e curar emocionalmente o paciente. Dessa forma, além de estabelecer um contato com um nível mais profundo de consciência, é possível levantar, compreender e trabalhar questões que estão ocultas da percepção consciente e racional do individuo, como coloca Kaminski, 1997. Possibilita-se assim uma conexão paciente /terapeuta em nível mental e emocional, uma vez que utilizando além do diagnórtico clínico, o vibracional , o terapeuta está integrando dois processos de análise : o “intelectual” que envolve o seu conhecimento  das essências florais e sua habilidade em observar , compreender e aconselhar o paciente; e o “intuitivo” que produz informações mais objetivas e imparciais em relação a terapêutica que será utilizada.
Esses métodos associados permitem selecionar de forma altamente eficaz a fórmula floral adequada para cada individuo e seu processo de tomada de consciência e autodesenvolvimento.