Pais e educadores, amigos ou inimigos?
Melissa Brenelli - CRT 43.687
Psicoterapia Holística
e Terapias Integradas
Desde pequenos, ainda sobre a vigilância ansiosa e prestativa de nossos pais, vivemos sobre a reverberação das palavras e crenças ofertadas por eles. Quantas vezes você já ouviu frases vinda deles que te motivaram a vencer desafios e outras tantas que te entristeceram ou inclusive anularam em você um potencial pró-ativo. Essas conversas, desabafos e direcionamentos, podem até os dias atuais reverberar em seu ser, levando a obter forças mediante os desafios da vida ou fazendo desanimar durante a luta.
Essas emanações vindas de pessoas que confiamos e entregamos nossas atividades mentais, emocionais e até mesmo espirituais, por períodos ou por toda a vida, podem instalar sem ter necessariamente à devida intenção consciente, crenças limitantes que irão fazer parte da formação da personalidade do ser.
Imagine que crianças que ouviram de seus pais, professores ou ídolos que eles não tinham capacidade de decidir entre o certo e o errado, podem ser hoje, adultos extremamente indecisos e inseguros, colocando sobre os ombros do outro, o poder de decidir por sua vida abrindo mão de seu livre arbítrio. Em algum momento acreditaram que não podiam e nem conseguiriam decidir por si próprios.
Da mesma forma que pessoas ridicularizadas e humilhadas na infância acabam trazendo para a fase adulta, o padrão de repressão expressado pela dificuldade de se fazer ouvir e de sentir o mundo como merecedores, ou ainda, escondidos por um sistema de defesa natural, produzem pessoas arrogantes que humilham e ridicularizam o outro para repetir o que lhe foi ensinado.
Tanto na defesa como no padrão de repressão, as crenças criaram um comportamento desequilibrado e limitador dentro do individuo, que dificultará a relação com a sociedade e o desenvolvimento pessoal.
Dessa forma as lições aprendidas na infância auxiliam na formação do individuo em sua totalidade, sendo capaz de gerar adultos mais íntegros, honestos ou até mesmo pessoas limitadas e sem escrúpulos. Um dos fatores que produz as diferenças entre as polaridades da personalidade são as crenças que serão ofertadas pelos ídolos nesse período de formação.
Não apenas na infância essas crenças são modeladas podendo aparecer em qualquer momento da existência, por isso a grande importância de sempre questionar o “por que” de aceitar uma verdade e o quanto essa verdade que está sendo demonstrada é fundamentada e está em concordância com o seu eu interior.
Aos pais e educadores, a atenção é mais redobrada, pois uma criança está em formação crítica e ainda não consegue exercer a capacidade de questionar a imposição verbal do outro, por isso antes de impor ou demonstrar seus pensamentos e julgamentos, avalie se os mesmos irão produzir frutos positivos dentro desse ser pleno e magnífico que é a criança.
Educar com amor é uma ação que deve acontecer durante toda a nossa existência, é um direito social que deveria ser aplicado a todos independente do parentesco ou relação interpessoal.
Ensine ao seu próximo a acreditar num mundo mais justo e a valorizar seu livre arbítrio respeitando os limites e valores dos outros. Seja um educador e não um inimigo.
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