O carnaval acabou. E você, continua usando máscara ?

por Valéria Avallone – Terapeuta radiestesista e consultora de Feng Shui (ver currículo).

O hábito de brincar no período que chamamos de carnaval era anteriormente chamado de entrudo. Termo esse usado para designar tanto os grandes bonecos característicos da época, como também uma vasta gama de brincadeiras que variavam de aldeia para aldeia em Portugal.
Introduzido no Brasil pelos portugueses provavelmente no século XVI, passou por alterações em especial com as influências italianas e francesas, mas independente de sua origem, as comemorações se apresentavam tanto pacíficas e alegres em casas de famílias e locais sociais como manifestações agressivas e grosseiras nas ruas das cidades.
Apesar da diversidade de formas, a característica de jogar líquidos, farinha, ovos, entre outros produtos uns nos outros sempre foi bem comum em todo o Mundo nesses dias.
Além disso, o significado de liberdade que o período antecessor a quaresma traz até os dias atuais é marcante em todas os festejos independente da época.
Com esse breve relato, podemos perceber que o carnaval sempre teve características múltiplas e diversas, mas mantendo sempre o sentido de ser livre, de ter a permissão para expressar-se da forma que quisesse ao menos durante alguns dias.
Como muitos foliões desde a antiguidade não queriam ser reconhecidos nas suas traquinagens e euforia muitas vezes desmedidas, as máscaras eram não apenas uma composição da fantasia ou uma forma de expressão, mas também um escudo protetor de sua identidade.
No carnaval muitas “máscaras” são usadas até hoje, e me refiro não apenas àquelas artisticamente elaboradas, mas sim o uso abusivo de bebidas alcoólicas, das drogas sejam elas legais ou ilegais, e até mesmo a resistência ao uso da camisinha por alguns de seus defensores sazonais.
Muitos consideram que tudo é permitido durante o carnaval, e que as leis e o respeito básico ao direito do outro deixa de ser importante.
Os excessos ocorrem como sendo parte da festa, como se não houvesse carnaval sem ter sido detido pela polícia ou ao menos ter sido carregado bêbado pelos pseudo-amigos.
É como se durante esses poucos dias, deixássemos de lado nossas “máscaras” de pessoas voltadas para a o crescimento evolutivo. Muitos simplesmente até esquecem de suas verdades pessoais porque simplesmente é carnaval !
Gosto do carnaval, adoro o samba, afinal sou carioca e não resisto ao som cativante e alegre da percussão! mas o que vejo são muitas pessoas simplesmente esquecerem o que disseram ser e o que inclusive criticaram no outro que muitas vezes apenas se mostrava como verdadeiramente é, independente se certo ou errado.
E você, vai continuar usando máscaras ou tem a coragem de ser, viver e sentir sua verdade pessoal? Aproveite que os festejos ainda estão recentes em sua lembrança e faça uma avaliação sincera de si mesmo. Perceba se você brincou, namorou e se divertiu sem esquecer seus princípios, sua ética e seu amor próprio.
Ainda é tempo de abandonar máscaras desnecessárias e ser feliz, alegre e livre durante o ano todo, mas sem abrir mão de si mesmo.