Você tem espelho em casa ?

por Valéria Avallone – Terapeuta radiestesista (ver currículo).

Muito se fala do quanto as pessoas mudam depois de algum tempo casadas ou mesmo em sociedades, e em muitos casos, passam a querer preservar as aparências ao invés de realmente resolver suas questões.
Quando adolescente, ouvi inúmeras vezes amigos tentando explicar os desentendimentos domésticos com a teoria de que os opostos se atraem, e consequentemente, por serem opostos, causariam atritos inevitáveis em função de um não compreender bem o outro.
Com uma explicação aparentemente plausível, conseguiam justificar o porquê evitavam se questionar das causas reais de tais desequilíbrios, e em especial, conseguiam cada vez mais fugir de si mesmos.
No meu ponto de vista, cada ser humano atrai o companheiro ou companheira que tem aprendizados ao menos parecidos com o seu. A vida é justa, o Universo é perfeito e Deus é Pai e não carrasco !!

Acasos e coincidências simplesmente são desculpas infundadas daqueles que por um motivo ou outro, teme olhar para seus próprios monstros. Aí, já que a coragem de perceber o que temos de ruim a ser melhorado não existe, acabamos por atrair alguém que tem ao menos defeitos parecidos com os nossos.
Pensando assim, podemos dizer que os opostos não se atraem, e sim, nos sentimos atraídos por aqueles com questões internas similares às nossas.
Quando não conseguimos nos perceber, acabamos nos decepcionando com a gente mesmo, mas nessa hora, falta coragem para aceitar e refletir. Então o que fazemos? Jogamos no outro todas as nossas frustrações, arrependimentos, raivas e medos. Acabamos por projetar em quem está ao nosso lado, toda a culpa por nossas próprias falhas que sequer conseguimos aceitar como aprendizado.

Esse comportamento de projeção de nossas frustrações no outro, normalmente ocorre por vermos no parceiro ou parceira, os defeitos e imperfeições que nos remetem às nossas próprias falhas.
É o efeito espelho! O que nos irrita no outro normalmente é algo que não conseguimos lidar dentro de nós.
Por isso as posturas ou o jeito de falar do outro nos deixa tão irritado em alguns momentos, e não necessariamente é por não sermos compreendidos ou muito menos que somos tão opostos que parece impossível falarmos a mesma língua.
Se ao invés de olharmos o outro como o culpado por tudo, começarmos a perceber que ele é o nosso espelho nos mostrando o que precisamos aprender naquele momento de vida, podemos nos resolver internamente com mais facilidade, e com isso, termos mais chances de sermos felizes.
Olhe seu parceiro como um espelho e lhe pergunte: Espelho, espelho meu… o que tenho que aprender com você !